🍿 Análise do filme "Cemitério Maldito" / "Pet Sematary" (1989) (COM SPOILERS)

CEMITÉRIO MALDITO - PET SEMATARY

Cemitério Maldito é um filme que me marcou muito. Ele é extremamente assustador, mas ao mesmo tempo, infinitamente triste. Ou seja: ao mesmo tempo que você chora horrores, você não consegue dormir à noite. Baseado no livro do único Stephen King, é um clássico que marcou gerações e faz a gente pensar: "E se eu estivesse no lugar do protagonista? Eu faria o mesmo?"

Tudo começa quando uma família típica americana – pai, mãe e um casal de filhos – se muda para uma casa nova. Tudo parece perfeito, mas o vizinho deles, Jud Crandall (Fred Gwynne ), os mostra um caminho que leva para um Cemitério de Animais. Aparentemente é um cemitério normal, mas depois descobrimos que o cemitério "real" está bem mais longe.

A filha do casal, Ellie Creed (Blaze Berdahl), tem um gato de estimação que ela ama muito, mas infelizmente ele é atropelado por um caminhão, já que a casa fica em frente a uma estrada que passa vários caminhões a mais de 100 km/hr. Para a menina não ficar arrasada, Jud mostra ao pai da menina, Louis Creed (Dale Midkiff), que existe um cemitério de animais bem diferente, onde foi feito em cima de um cemitério indígena (quem conhece filme de terror antigo sabe que os roteiristas adoram colocar a culpa nos índios quando o tema é sobrenatural, como aconteceu em Poltergeist, de 1982).

O pai enterra o gato neste cemitério e no dia seguinte o gato aparece na casa dele, todo sujo de terra de cemitério. Mas o gato não é mais o mesmo: ele agora está perverso, arranha todo mundo, assombra a casa e agora ele pertence ao pai, e não mais a filha.

Louis pergunta ao Jud se alguém já enterrou alguma pessoa no cemitério, e o vizinho desconversa e muda de assunto, o que causa uma curiosidade para nós, telespectadores.

Dias depois, o grande acidente do filme acontece: O filho mais novo do casal, o lindo menino de 3 anos, Gage Creed (Miko Hughes – melhor ator do filme), é atropelado por um caminhão, em um dia de sol, num piquenique, onde tudo deveria ser perfeito. A cena é tão forte e inesperada, que qualquer pessoa que se emocione fácil, chora na hora. Os gritos dos pais em meio a imagens de fotos da família é de cortar o coração.

Os pais ficam tão abalados, que a mãe, Rachel Creed (Denise Crosby), só consegue dormir a base de remédios. E se você pensa que já chorou o bastante, vem a cena do velório do menino, onde pai e avô brigam e o caixãozinho cai no chão, mostrando a mão do pequeno Gage lá dentro, usando um terno para ser enterrado. É uma cena muito chocante e triste, que o telespectador não espera ver num filme de terror.

Logo depois, Jud chega para o pai abalado e diz: "Sei o que está pensando e falo para nunca fazer isso". Depois conta que sim, já enterraram uma pessoa naquele cemitério. Um jovem que morreu na guerra foi enterrado lá por seu pai, que não aguentava a dor de perder um filho tão jovem. Mas o filho voltou atormentado e gritava "É tão ruim viver pai, eu não quero viver", pois a sua hora já havia chegado. Isso acabou com o filho matando o próprio pai.

Mas Louis não ouve o vizinho, desenterra Gage (em outra cena extremamente triste) e o enterra no cemitério amaldiçoado.

Gage volta muito assustador. Você não vai acreditar, mas terá medo de um menino de três anos. Ele mata o vizinho e a própria mãe.

O pai, depois de ver toda a desgraça, tem a brilhante ideia de enterrar a esposa morta também no cemitério maldito, logo depois de matar Gage, em outra cena triste.

Louis achava que tinha demorado muito com o Gage, mas com a mãe daria certo, o que lógico, não aconteceu. Rachel volta do cemitério e mata o marido, que a esperava ansiosamente, terminando o filme.

É aí que volto para a pergunta do início: "E se eu estivesse no lugar do protagonista? Eu faria o mesmo?". Todos nós temos alguém que perdemos e não conseguimos esquecer. Várias noites chegam e nós choramos muito, pois a saudade é angustiante. Mas, ao mesmo tempo, temos que lembrar do menino que morreu na guerra e que foi trazido de volta pelo pai: Viver para ele era ruim, doía, e ele não entendia o motivo de estar aqui de novo, sendo que a sua hora já havia chegado. Por mais que seja horrível, podemos levar para nossa vida que a morte é inevitável e que ela um dia encontrará a nós e as pessoas que amamos.

Nota: 10/10

Te vejo no próximo filme!
Luana Sabaini

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